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O papel da telemetria no diagnóstico da Fibrilhação Auricular no Acidente Vascular Cerebral criptogénico – A experiência de uma Unidade de AVC.
Abstract
EnglishUndetected cardiac embolism by Atrial Fibrillation (AF) is responsible for a substantial number of ischemic strokes classified as cryptogenic. Current guidelines recommend electrocardiographic monitoring for the first 24- 48 hours after hospital admission. The authors intended to evaluate the number of new onset AF identified by telemetry in patients with transient ischemic attack (TIA) / ischemic stroke, without other etiology identified, in a stroke unit, and its characterization. Material and Methods: Patients admitted in a type C unite stroke from May to December 2015 were included in the study and selected those diagnosed with TIA / stroke without identified etiology, without know AF or documented on admission of the current hospitalization, and who had electrocardiographic register by telemetry for a minimum period of 24 hours. The medical team was responsible for reviewing telemetry data with the purpose of AF identification. Data analysis was performed with SPSS v23. Results: Of 217 patients admitted in our stroke unit, 79 were selected. The mean age was 73.9 years and 53,2% were male. 70 patients had an ischemic stroke (88.6%) and 9 patients had a TIA (11.4%). Of the 79 patients, in 12 (15.2%) was identified AF rhythm in the telemetry data (paroxysmal AF: 11; persistent AF: 1) and of these, 11 (91%) patients had their therapeutic strategy altered through initiation of anticoagulation therapy. Discussion: The number of AF detected in this series was similar to the data from other studies. Telemetry is an important exam in the diagnosis of AF in patients with ischemic stroke, that otherwise, could be defined as cryptogenic. The electrocardiographic recording by telemetry permits an earlier and correct therapeutic approach portuguesA embolia cardiaca por Fibrilhacao Auricular (FA) paroxistica nao diagnosticada e responsavel por uma parte substancial dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) isquemicos classificados como criptogenicos. As atuais orientacoes recomendam a monitorizacao electrocardiografica nas primeiras 24-48h apos a admissao hospitalar. Os autores pretenderam avaliar o numero de FA, de novo, identificadas por telemetria em doentes com Acidente Isquemico Transitorio (AIT)/AVC isquemico, sem outra etiologia identificada, numa Unidade de AVC, e sua caracterizacao. Material e Metodos: Foram incluidos os doentes admitidos numa Unidade de AVC tipo C, entre Maio a Dezembro de 2015, e seleccionados aqueles com diagnostico de AIT/AVC sem etiologia identificada e sem FA conhecida ou previamente documentada, que tiveram registo electrocardiografico por telemetria durante um periodo minimo de 24 horas. A equipa medica foi responsavel pela revisao da telemetria para identificacao de FA. A analise dos dados foi efectuada com o programa SPSS v23. Resultados: Dos 217 doentes admitidos foram seleccionados 79. A idade media foi de 73,9 anos e distribuicao por sexo masculino/feminino de 53,2% e 46,8%, respectivamente. 70 doentes apresentaram AVC isquemico (88,6%) e 9 doentes AIT (11,4%). Dos 79 doentes, 12 (15,2%) apresentaram ritmo de FA no registo por telemetria (FA paroxistica: 11; FA persistente: 1) e destes, em 11 (91%) doentes foi alterada estrategia terapeutica com inicio de hipocoagulacao. Discussao: O numero de FA detectadas na presente serie foi sobreponivel aos dados aferidos noutros estudos. A telemetria constitui um metodo importante no diagnostico de FA em doentes com AVC isquemico que, de outro modo, poderiam ser definidos como criptogenicos. O registo electrocardiografico por telemetria permite assim assumir mais precocemente uma correcta estrategia terapeutica
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